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sábado, 4 de junho de 2011



Domingo é o meu inferno astral. Duvido que haja algo mais entediante.
É dia de descansar, de almoço em família, de ir ao parque: o domingo é benevolente demais.
Não tem a malícia do sábado nem a determinação da segunda.
É um dia em cima do muro, não é dia de festa nem de trabalho.
Nem lá, nem cá. Nem mais, nem menos.
Suporto tudo nessa vida, menos as fases transitórias, aquelas onde já abandonamos o lugar em que estávamos mas ainda não chegamos aonde queremos.
Viajar de avião, por exemplo. Tem coisa que nos deixe mais sem chão, literalmente?
Estrada tem ao menos a paisagem para distrair, e quem quiser sair do carro, sai. Mas você não pode sair de um avião. Nem de um 

domingo.


Martha Medeiros



domingo, 24 de abril de 2011




O que tenho, nesse instante, é um sabor inédito de beijo, 
um novo número de celular para adicionar na minha agenda,
uma cor de olhos que não sei definir com precisão,
um corpo que se encaixa no meu e uma conversa que me mantém fascinada.


Martha medeiros







quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011



Uma vida sem sustos. È o que desejo pra mim.
Não estou dizendo uma vida sem decepções,
frustrações ou êxtases: sem sustos apenas.
Quero aceitar a potência dos meus sentimentos 
e não ficar embaraçada diante de reações incomuns.
Poder receber uma ventania de pé,
mesmo que ela me desloque de onde eu estava.


   Martha Medeiros